Procurar presentes para avós tem que se lhe diga: já têm a casa montada, bibelôs é o que não lhes falta e costumam dizer que não precisam de nada. Por isso os presentes para avós originais que resultam mesmo são os que se usam todos os dias ou os que criam um bocado juntos. Aqui ficam 20 ideias organizadas por tipo, com o que deve ver antes de comprar para não lhes encher o armário de coisas que nunca saem da caixa.
Antes de escolher: três perguntas que evitam o presente esquecido
Antes de ver catálogos, responda a isto:
- Vai usá-lo esta semana? Se a resposta for «um dia destes», mude de ideia. O do dia a dia ganha sempre: a caneca do pequeno-almoço, a manta do sofá, o candeeiro de leitura.
- Dá-lhe trabalho? Um aparelho com quinze botões ou uma aplicação que é preciso configurar acaba numa gaveta. Procure coisas que funcionem à primeira.
- Têm espaço a mais? Numa casa de sempre não há lugar para mais enfeites. Melhor algo que substitua outra coisa gasta do que algo que se acrescenta.
Com estas três respostas cai logo metade das más ideias.
Presentes para avós originais que se usam todos os dias
Estes são os mais agradecidos porque entram na rotina desde o primeiro dia:
- Uma manta de sofá macia e leve, de um tamanho que se possa lavar em casa.
- Um conjunto de canecas grandes com asa confortável, de preferência daquelas que assentam bem na mão.
- Um candeeiro de leitura com luz quente e um único interruptor.
- Um organizador para a entrada onde deixar chaves, óculos e comando.
- Uma almofada cervical para o cadeirão de ver televisão.
- Umas pantufas com sola antiderrapante, que no inverno se agradecem.
Todos têm a mesma coisa em comum: usam-se sem pensar e não obrigam a aprender nada de novo.

Presentes para avós que cozinham
Se a cozinha é o território deles, aí acerta-se quase sempre, mas convém fugir do aparelho estranho:
- Um avental bonito de tecido grosso, dos que aguentam lavagens.
- Um conjunto de frascos herméticos para leguminosas e massa, com a tampa fácil de abrir.
- Uma tábua de cortar leve, melhor pequena do que enorme.
- Um livro de receitas em branco para apontarem as receitas de sempre; é o presente que depois acaba nas mãos dos netos.
Este último custa pouco e costuma ser o que faz mais gosto, porque os põe a eles no papel principal.
Ideias para avós de 80 anos ou mais: conforto e segurança
A partir de certa idade, o melhor presente é o que tira um problema pequeno do caminho:
- Luzes de tomada com sensor para o corredor à noite.
- Um relógio de parede com números grandes e bom contraste.
- Uma lupa com luz para ler o folheto do medicamento ou o jornal.
- Uma almofada elevatória para a cadeira da sala, que ajuda a levantar sem se apoiar em tudo.
No papel não são presentes entusiasmantes, mas usam-se todos os dias e notam-se.
Se têm cão ou gato, o acerto está quase garantido
Muitos avós passam o dia com o seu animal, por isso qualquer coisa que facilite essa convivência entra direta. Dois clássicos:
- Um tira-pelos reutilizável para deixar o sofá, o cadeirão e a roupa sem pelo, sem andar sempre a comprar rolos adesivos.
- Um comedouro lento se o cão devora a comida, um problema muito típico em casas onde se come a horas certas.
São presentes que resolvem algo concreto, e é isso mesmo que se procura quando já têm tudo.
Presentes que não custam dinheiro (e que quase sempre ganham)
Nem tudo se compra. Estas ideias funcionam sozinhas ou como complemento de algo pequeno:
- Um álbum impresso com as fotografias do telemóvel do último ano. Adoram ter as fotografias em papel.
- Um «vale» por uma tarde juntos: almoçar, dar uma volta, ver fotografias antigas.
- Digitalizar as fotografias de sempre e deixá-las numa moldura digital já configurada.
- Uma carta escrita à mão pelos netos. Parece simples e costuma acabar emoldurada.
Três erros que convém evitar
- Oferecer tecnologia que seja preciso configurar. Se a deixar pronta e lhes ensinar a usá-la, tudo bem; se não, será um enfeite.
- Oferecer roupa sem saber o tamanho nem o gosto. É o regresso certo à loja.
- Oferecer por quantidade. Vale mais uma lembrança bem pensada do que um cabaz com dez coisas que não encaixam.
E uma regra rápida: se estiver indeciso entre dois, fique com aquele que possam usar amanhã de manhã.
Como escolher sem dar em doido
Pense na rotina de um dia normal: onde se sentam, o que tomam a meio da manhã, o que lhes custa fazer. O presente costuma estar aí, num gesto que repetem todos os dias e que se pode tornar um pouco mais cómodo. Assim, acertar deixa de ser uma questão de sorte.
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